Aplicativos facilitam a rotina dos empresários do setor de comércio e serviços

iphone-830480_1280

A tecnologia pode ser uma grande aliada dos empresários nas diferentes tarefas que a rotina comercial impõe. Os aplicativos que podem ser baixados nos smartphones, por exemplo, são ferramentas que estão facilmente ao alcance das mãos com custos baixos. Essa praticidade é bem-vinda, pois, na realidade brasileira, os empresários (principalmente os pequenos) acumulam funções que passam por gestão financeira, recursos humanos e marketing para que os negócios se mantenham em atividade.

Esse mercado é amplo. Existem aplicativos específicos que ajudam em controle dos fluxos de caixa, vendas ou apoio na hora de conceder crédito, e muitos oferecem um tempo de teste em que o usuário não paga nada para conhecer o serviço por determinado período. Essa fase é importante para que o empresário conheça as funcionalidades e, só depois de estar seguro, comece a pagar.

A loja de roupa feminina 4Meninas, em Santo André, no ABCD paulista, começou a usar o SmartPOS em janeiro deste ano para aprimorar a fiscalização de entrada e saída de mercadorias. Esse acompanhamento em tempo real facilitou o controle do estoque,além de organizar os recebimentos e as contas a pagar.

“O sistema é integrado com a máquina de cartão de crédito e débito da loja e, agora, conseguimos emitir o cupom fiscal das vendas pelo aplicativo, reduzindo a necessidade de comprar uma impressora. Além disso, a integração com o cupom fiscal também agiliza o processo das compras porque as vendedoras não precisam gastar tempo para emitir o cupom fiscal em outra máquina”, explica o dono da marca, Jeferson Franzini.

O aplicativo registra mais de 200 mil downloads desde o fim de 2016, quando foi lançado, e oferece uma versão gratuita que faz controles de estoque, pedidos e vendas e auxilia na gestão. Por enquanto, ele está disponível apenas para Android e conta com planos diferentes de assinatura de acordo com as necessidades do usuário. Assim que a conta é criada, o empresário tem 15 dias de teste gratuito.

A assessoria técnica da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) entende que o uso da tecnologia por gestores de diferentes estabelecimentos vai além de uma tendência e que a presença maciça dos celulares na vida das pessoas pode ser usada como uma oportunidade para facilitar o dia a dia empresarial.

O Salão Madiha, localizado no Butantã, zona oeste da capital paulista, está entre os usuários do QuickBooks Zeropaper, um app gerenciador de finanças lançado em junho de 2014 para fazer fluxo de caixa, organizar contas a pagar e receber, armazenar comprovantes, importar dados bancários, gerar relação de fornecedores, entre outras funcionalidades. O aplicativo pode ser testado gratuitamente por 30 dias e serve, basicamente, para autônomo, profissional liberal, MEI ou microempresa. O uso do app – que tem mais de 1 milhão de downloads – ajudou o salão a sanar uma dificuldade antiga.

“Estamos no mercado há quatro anos e começamos a usar o aplicativo no início de 2019 por causa da dificuldade que temos para fechar o caixa. O app facilita nos lançamentos, que podem ser feitos de qualquer lugar caso não dê tempo de fazer no salão”, destaca a dona do estabelecimento, Téia Borges.

O Decisor Serasa, também indicado para pequenos e médios negócios, analisa rapidamente qual a estratégia de crédito mais adequada para cada venda realizada. Ao digitar o CPF ou CNPJ do comprador, as recomendações de crédito são exibidas. Ele calcula a probabilidade de inadimplência daquele comprador e mostra se ele tem ações judiciais ou protestos e se emitiu cheques sem fundos e, com base nesses dados, indica se o ideal é fazer a venda à vista ou a prazo, a prazos menores etc.

Ele pode ser baixado gratuitamente na Apple Store ou na Google Play Store, mas para utilizar a solução é necessário ser cliente da Serasa Experian. Para quem ainda não é, basta incluir no aplicativo os dados em “Novo Cliente”. A empresa entrará em contato posteriormente para finalizar o cadastro. O cliente paga pelo pacote de consultas que adquirir.

Fonte: Fecomércio SP via Contábeis

Saiba quando a falta justificada é válida para empresa

office-1209640_1280

A ausência do colaborador em determinadas situações tem amparo na legislação mediante apresentação de justificativa válida, que dispensa descontos no salário ou outras complicações, como uma demissão por justa causa. Com respaldo na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) , uma lista de justificativas válidas está à disposição das empresas e para que possam lidar adequadamente com a situação.

Conforme a lei, a falta justificada é aquela em que o colaborador avisa com antecedência o dia em que estará ausente e apresenta o atestado de afastamento por orientação médica. Já no caso de outras faltas, deve ser apresentado comprovante relacionado ao motivo da ausência, previsto na lista de justificativas válidas. Essas medidas são adotadas para colaboradores registrados no regime CLT.

Vamos conferir quais são as justificativas aceitáveis e quantos dias de ausência a legislação permite para cada um dos casos:

– Até dois dias consecutivos em caso de falecimento do cônjuge, ascendente, descendente, irmão ou dependente econômico

– Até três dias consecutivos em caso de casamento

-Até cinco dias durante a primeira semana do nascimento de filho (pais)

– Por um dia em cada doze meses de trabalho quando ocorre doação voluntária de sangue devidamente comprovada

– Até dois dias consecutivos ou não quando for tirar título de eleitor

– Durante o período em que cumprir exigência do serviço militar

– Quando for convocado para depor na Justiça;

– Período de licença-maternidade (120 dias) ou aborto autorizado por lei

– Afastamento por doença ou acidente de trabalho (15 dias)

– Afastamento por inquérito judicial para apuração de falta grave

– Durante suspensão preventiva para responder inquérito administrativo ou quando acontecer prisão preventiva

– Convocação para ser jurado em Tribunal do Júri

– Convocação para serviço eleitoral

– Durante greves autorizadas pela Justiça

– Nos dias em que realizar provas de vestibular para ensino superior, mas desde que tenha a devida comprovação

– Licença remunerada

– Atrasos por acidentes com transportes, desde que comprovado por empresa concessionária

– Faltas estabelecidas em acordos coletivos ou combinadas com o empregador

Falta justificada por atestado médico

O atestado médico é um dos recursos mais utilizados para justificar a ausência do colaborador. Para ser considerado válido, o documento deve estar assinado e carimbado pelo médico responsável e em seguida, ser apresentado para a área de Recursos Humanos da empresa. A validade do documento é temporária, ou seja, ao se encerrar o período de afastamento sinalizado e o colaborador ainda estiver doente, será necessário solicitar e apresentar um novo atestado médico.

Gostaria de lembrar, também, que até 15 dias de ausência justificada por meio de atestado médico, o colaborador terá as faltas abonadas – sem serem contabilizadas ou sofrerem desconto no salário. Porém, após esse prazo, é necessário dar entrada ao benefício de auxílio-doença da Previdência Social.

Justificativas inválidas: como proceder?

Já nos casos de ausência do colaborador sem justificativa prevista na legislação, a empresa se reserva ao direito de descontar o dia em questão, proporcional ao salário, no final do mês. Para ausências consecutivas, por mais de um dia, sem justificativa válida, a empresa pode solicitar a demissão do colaborador por justa causa.

É por isso que o controle de ponto é de extrema importância, tanto para empresa quanto para os colaboradores, pois ambos podem acompanhar em tempo real o andamento dos acontecimentos. Para ajudar nessa missão, já existem no mercado apps e plataformas que possibilitam que o controle de ponto seja realizado de forma econômica, os pedidos dos colaboradores sejam enviados pelo próprio aplicativo em caso de ausência e controle de férias. Na plataforma, o supervisor é notificado imediatamente, podendo aprovar ou recusar o pedido, que também pode ser feito pelo painel de administração na web. Ou seja, não há mais desculpas para não ter uma gestão de colaboradores eficiente.

Fonte: Administradores via Contábeis

Sistema tributário leva a país desigual, avaliam senadores

dinheiro_real_ilustracao

Enquanto a Previdência Social brasileira foi, em 20 anos, objeto de duas grandes reformas e duas outras significativas alterações, com o argumento de que precisava ser racionalizada, o sistema tributário tornou-se, em várias décadas, um bicho-papão incontrolável, segundo dez entre dez analistas, sem que nenhuma mudança sistêmica fosse promovida. O Congresso ensaia justamente a retomada desse debate, quem sabe ainda no primeiro semestre deste ano.

Embora as críticas mais pesadas a impostos, contribuições e taxas partam dos empresários, a queixa em torno do peso dos tributos é geral. E reflete os danos que o superdimensionamento dessa máquina e sua complicada operação impõem ao sentido de cidadania escrito na Constituição, quando o texto de 1988 fala em:

“Construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.”

Impostômetro: queixa sobre peso dos tributos é generalizada (foto: Getty Images)

Para se guiar pelo labirinto de 13 impostos e três contribuições, as empresas gastam dinheiro e tempo de suas atividades-fim para pagar contadores, auditores e advogados tributaristas. Isso acaba repercutindo negativamente na produtividade do país.

Tornar a tributação mais racional, entretanto, é uma tarefa a exigir delicada costura política, dada a diversidade de interesses que são contrariados a cada peça que se tenta mover no tabuleiro. Afinal, os impostos custeiam as despesas e investimentos públicos. Nenhum setor admite perder recursos sem a certeza de que será compensado. O modelo de repartição da arrecadação entre a União, os estados e os municípios ajuda a manter o impasse, o que explica as sucessivas tentativas de se rediscutir o pacto federativo.

A grita em torno do peso da carga tributária — R$ 1,44 trilhão, ou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 — é antiga, mas uma tomada de consciência mais vigorosa tem como marco os protestos populares de 2013, durante os quais ficou muito claro o descontentamento com os resultados da aplicação dos impostos em termos dos serviços prestados pelo Estado.

grafico__01-800x489.jpg" alt="sistema_tributario
grafico__01" width="800" height="489" srcset="https://brejo.websiteseguro.com/aconte/wp-content/uploads/2019/04/sistema_tributario
grafico__01-800x489.jpg 800w, https://brejo.websiteseguro.com/aconte/wp-content/uploads/2019/04/sistema_tributario
grafico__01-768x469.jpg 768w, https://brejo.websiteseguro.com/aconte/wp-content/uploads/2019/04/sistema_tributario
grafico__01.jpg 1000w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" />

grafico__02.jpg" alt="sistema_tributario
grafico__02" width="1000" height="1135" srcset="https://brejo.websiteseguro.com/aconte/wp-content/uploads/2019/04/sistema_tributario
grafico__02.jpg 1000w, https://brejo.websiteseguro.com/aconte/wp-content/uploads/2019/04/sistema_tributario
grafico__02-705x800.jpg 705w, https://brejo.websiteseguro.com/aconte/wp-content/uploads/2019/04/sistema_tributario
grafico__02-768x872.jpg 768w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" />